Uso da impressão 3D para prototipagem, estudos arquitetônicos e estruturais

Uso da impressão 3D para prototipagem, estudos arquitetônicos e estruturais

As impressoras 3D não são novidade no mercado. As primeiras surgiram no fim dos anos 80, voltadas para prototipagem rápida. Mas foi só em 2009 que os equipamentos passaram a ser comercializados de forma mais acessível. Geralmente utilizada pela medicina para impressão de próteses e até mesmo na culinária para a confecção de chocolates, essa tecnologia tem avançado nos estudos arquitetônicos para a aplicação comercial de modelos de casas totalmente impressas por equipamentos de grande escala. Dessa forma, essa inovação vem sendo demonstrada como uma das principais tendências para o setor de Construção Civil que, nos últimos anos, tem investido na digitalização de canteiros de obras.

O pioneirismo da WinSun é um dos de maior destaque na utilização de impressoras 3D em empreendimentos. A empresa chinesa construiu o primeiro prédio do mundo com peças impressas, e esse nem é o seu primeiro grande feito com essa tecnologia: anteriormente, a companhia imprimiu dez casas em menos de 24h, todas feitas a partir de resíduos de outras construções. Os Estados Unidos também são referência quando o assunto é impressão 3D em Construção Civil. Criada por pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia, a Contour Crafting é uma impressora tridimensional capaz de produzir casas em menos de um dia utilizando uma estrutura de trilhos e argamassa.
Além da agilidade, o uso das impressoras 3D na construção traz diversos benefícios que otimizam a operação do empreendimento, tais como a economia de recursos financeiros e de materiais de obras. Isso também influencia positivamente na sustentabilidade de projetos, um dos pilares mais importantes nos novos negócios. Além de gerar menos resíduos, as impressoras 3D permitem a reutilização de materiais excedentes de outras obras, combinando concreto, metais, fibras e polímeros para construir paredes e estruturas fortificadas.

Se comparado com outros países, o Brasil ainda está no estágio iniciante. No país, o uso de impressoras 3D tem se limitado à impressão de maquetes e modelos estruturais de projetos criados em softwares como o BIM (Building Information Model). Além de replicar o empreendimento para melhor compreensão dos profissionais envolvidos em sua construção, essa aplicação tem forte apelo comercial, uma vez que pode atrais investidores e compradores finais que desejam ter uma visão clara de como a obra ficará quando terminada. As projeções para o futuro são boas, pois cresce o número de ConstruTechs (startups de construção) no país. Oferecendo serviços e soluções tecnológicas adaptadas às necessidades do mercado brasileiro, elas têm a missão de impulsionar a digitalização do setor e, nesse iminente cenário, as impressoras 3D estarão presentes.